Laboratório de Estudos de Educação Popular: Acesso ao Ensino Superior

novo_cartazNo próximo encontro do Laboratório de Estudos de Educação Popular, que acontece nesse domingo (09/08) às 10 horas teremos a participação do Cursinho Popular Projeto Raiz pra debater o tema “Acesso ao Ensino Superior”.

Mais infos sobre o coletivo: http://projetoraiz.net/wordpress/

Todxs convidadxs!

Evento no fb: https://www.facebook.com/events/762594930532786/

Nota de apoio à Greve do Professores

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Nas últimas semanas os professores do ensino público do estado São Paulo se organizaram para lutarem por melhores condições de trabalho, e contra as ofensivas do governo estadual, que cada vez mais precariza a educação.

Somos um coletivo de educadores, e compreendemos na prática que o sucateamento dos trabalhadores da educação afeta diretamente a qualidade do processo educativo. Todo trabalhador deve ser valorizado para que exerça seu trabalho com qualidade, e na educação não é diferente. O processo educativo só é possível quando o educador tem condições favoráveis à realização do seu trabalho.

Acreditamos numa educação popular e libertária, e enquanto coletivo autônomo, buscamos sempre colocar em prática essa educação em nossas atividades. Mas entendemos que isso deve ser ampliado para sociedade como um todo, o que será possível somente quando essa sociedade valorizar os seus trabalhadores da educação.

Assim como os estudantes e pessoas em geral que saíram as ruas aqui na zona sul para apoiar a greve, o Coletivo Katu! se solidariza à luta dos professores grevistas. Estamos na luta contra os cortes de direitos, os baixos salários, e o sucateamento geral do trabalho de todos os educadores do ensino público.

 

Atividades de 2014 no Bloco do Beco

10092014_encontrodeestudantesemluta-e1410227544419Em 2014, começamos a utilizar o espaço do Associação Bloco do Beco para realizar nossas atividades. Além de realizar lá nossos encontros periódicos do Laboratório de Estudos de Educação Popular, realizamos também outras atividades em articulação com outros coletivos, como discussões sobre drogas, gênero e ditadura.

O Laboratório de Estudos de Educação Popular é uma atividade que organizamos já há quase dois anos. A proposta dos encontros são ser um momento de reflexão sobre a educação, onde analisamos o seu estado atual, compreendemos os seus problemas e limitações, e pensamos no que podemos fazer para transforma-la. Nessa perspectiva, no primeiro ano do laboratório nos debruçamos em fazer a crítica sobre esse modelo atual de educação, e estudamos algumas formas alternativas que já foram praticadas, como a educação popular de Paulo Freire, as Escolas Modernas e o ensino racionalista, entre outras.

Neste ano buscamos nos aproximar mais da realidade concreta. Para isso, fomos atrás de casos reais que haviam acontecidos dentro das escolas brasileiras, e que demonstravam de fato o que como é o cotidiano escolar. Vimos nesse processo diversos exemplos de escolas onde as direções eram extremamente autoritárias, e muitos casos de abuso de autoridade. Tivemos conhecimento de histórias de perseguições a estudantes, e até mesmo casos de agressão moral. Percebemos que não existem mecanismos eficazes para que os estudantes possam denunciar esses casos de abuso, e acreditamos que isso seja extremamente necessário. Então, como perspectiva do coletivo, visamos incentivar no próximo período algum meio onde possam ser feitas essas denúncias.

Eescola1m um segundo momento, estudamos a proposta pedagógica do estado, com o intuito de pensar formas de se praticar os círculos de cultura dentro da sala de aula. Os círculos de cultura foram um método criado por Paulo Freire, e que nós utilizamos tanto no Laboratório quanto nas atividades que fazemos nas escolas (leia mais sobre os círculos). Queríamos entender se é possível ter uma prática similar a nossa na condição de professor dentro do ensino público. Pudemos perceber que a estrutura pedagógica institucional funciona para enrijecer totalmente a educação, e torna-la um padrão. O sistema educacional busca inviabilizar a utilização de qualquer método alternativo, pois o estado impõe seu modelo a partir da exigência de cumprimento de cronogramas e de uma serie de metas já previamente estabelecidas. Tudo isso foi sem dúvida pensado sob a premissa de um ensino hierarquizado, onde o(a) educador(a) se coloca como sujeito totalmente superior, o que afasta ele(a) dos educando(a)s. No entanto, acreditamos que uma educação libertadora pode influenciar a prática de um professor(a) dentro da sala de aula, e que há brechas que possibilitam em certa medida serem colocados em prática alguns métodos alternativos.

No segundo semestre, em conjunto com o Coletivo DAR, o Bloco do Beco e o Coletivo Tamo Vivo, realizamos uma serie de encontros para discutir a questão das drogas. Foram um total de 6 encontros, falamos sobre a história da proibição de algumas drogas, criminalização da pobreza e violência policial, e também algumas ideias relacionadas à redução de danos. Desses encontros foram produzidos alguns fanzines, dos quais cada um trata especificamente de uma substância, e busca esclarecer questões relacionadas a aquela substância.

Também realizamos alguns debates pontuais. Houve alguns encontros de um grupo de discussão sobre gênero com mulheres jovens da região, e uma mesa de debate sobre ditadura, com participação de militantes da região que lutaram contra o regime militar.

Para nós foi muito gratificante participar de todas essas ações. Ao mesmo tempo que conseguimos nos aprofundar em todos esses temas, também pudemos conheces novos coletivos e indivíduos que estão na mesma luta que nós, porém em campos diferentes, e pudemos trabalhar juntos para viabilizar cada uma dessas atividades.

Todos essas ações foram frutos de construções coletivas e horizontais. Elas só foram possíveis devido à disposição de todos os grupos envolvidos em construir processos autônomos, sem depender do estado e nem de ninguém, feitos de nós para nós.

Projeto na EE Wander Taffo

1513741_377492822400489_5340374363726308421_nFoto do Saraukê?

No ano de 2014 o Coletivo Katu realizou seu projeto de formação política na EE Wander Taffo, no Parque Santo Antonio. As atividades foram realizadas no horário de aula do período da noite, com o apoio dos professores que nos disponibilizaram suas aulas uma vez por semana. Os participantes foram especificamente os estudantes do terceiro ano do ensino médio.

Esse projeto tem como objetivo provocar nos jovens e adultos a desconstrução e reconstrução dos fatos sociais, possibilitando assim uma análise mais aprofundada da vida e suas problemáticas em relação ao mundo. As atividades tendem a fortalecer a crítica em relação aos recursos disponibilizados pelo estado para o desenvolvimento intelectual e econômico, retomando constantemente as relações de classe, que cristalizam nossas oportunidades e formas de sobrevivência diante do universo particular e coletivo, provocando o participante a transformar a sua condição de vida.

O Coletivo tem como premissa a educação popular, e usa como metodologia os círculos de cultura criados por Paulo Freire. Os participantes são estimulados à prática de leitura e do debate. Notícias dos meios de comunicação jornais e internet, assim como televisão, músicas, filmes e textos formais de literatura, foram utilizados como base ferramental para o trabalho. Dessa forma foram discutidos temas atuais que despertam seu interesse, e também temas de maior amplitude.

Temos como base do conteúdo dois eixos fundamentais que direcionam a escolha dos conhecimentos que serão abordados: sociedade e comunidade, partindo do micro para o macro.

affsdfgNessa perspectiva, foram escolhidos os seguintes temas pelos estudantes:

  • Copa do mundo e política
  • Maioridade penal
  • Comunicação e tecnologia
  • Transporte público
  • Saúde pública.

Todos esses temas foram trabalhados de forma dobradiça, isto é, a cada tema levantado escolhemos um tema transversal para tratar com eles. Por exemplo, se falamos de Copa do Mundo tratamos da FIFA, sua fundação e o poder político que ela exerce, além do que ela representou para o Brasil em 1930.

Após seis meses desse processo de formação, na segunda parte do projeto pedimos que eles criassem uma forma de intervenção que envolvesse toda escola. Foi escolhido um Show de Talentos, mas discutimos a ideia de que todos tem um talento, e que poderíamos demonstrar isso com um processo inclusivo, diferente de um show. Pensamos que um sarau poderia ser uma ação mais horizontal, onde todos pudessem se sentir a vontade de se apresentar, sem a ideia de que seu talento deve ser melhor que o do outro, e sim de que todos os talentos têm a mesma importância.

Então, o coletivo escolheu como nome do sarau “Saraukê?”, e esse foi realizado no dia 19 de aaanovembro, com a participação dos coletivos Sarau A Voz do Povo, Jaçarau, Praçarau, Sarau da Ponte pra Cá, Sarau do Pira e Coletivo Fora de Frequência.

Esse evento foi muito importante, pois contou com a participação da comunidade escolar e do movimento popular de cultura da região. Quando ações como essa acontecem, ações que extrapolam os muros da escola, ela se transforma, pois são quebradas algumas barreiras sociais que separam o interno do externo, e ela se torna naquele momento em um espaço mais coletivo e horizontal. Acreditamos que para se transformar a escola é necessário que a sociedade se aproprie desse ambiente, tome conta de algo que lhe foi tomado, e transforme-o em um local coletivo, aberto ao diálogo com seu entorno, e onde estará presente o pensamento crítico e a busca por uma transformação social.

O Coletivo Katu agradece a direção e coordenação da escola Wander Taffo por acreditar que todos juntos fazemos uma escola.

Qual o papel do educador na atual conjuntura?

pm

Esse texto é baseado na discussão feita no primeiro Laboratório de Estudos de Educação Popular de 2014.

Em Junho do ano passado, quando manifestações tomaram as ruas de cidades em diversas regiões do país, a juventude assumiu o papel de protagonista de sua história como há muitos anos não se via. Ela saiu à rua e levou suas reivindicações ao estado da forma como deve ser feita, com luta. Naquela época já se falava sobre uma continuidade, que em 2014 a juventude novamente tomaria as ruas, e reivindicaria novamente políticas que de fato atendessem aos interesses do povo, e não das grandes empresas nacionais e multinacionais.

Já se precavendo com relação a isso, os governos deram inicio a uma política de forte criminalização das lutas, dos movimentos sociais, e na verdade de quaisquer pessoas que sejam contra os megaeventos e queiram de alguma forma se manifestar contrariamente. Hoje já se fala em lei antiterrorismo, e a polícia a cada dia demonstra suas novas estratégias de repressão à manifestantes.

Podemos dizer que 2014 têm suas características específicas de criminalização, impulsionadas pela Copa do Mundo. No entanto, essa é uma política que não começou em 2014, e nem no ano anterior. Na verdade, o que vemos nas nossas atividades cotidianas do Katu é que a política da criminalização está institucionalizada, e é praticada cotidianamente há muito tempo.

Como principal exemplo, trazemos para nosso território, o campo da educação. A escola pública é um grande exemplo, talvez até o mais emblemático pela amplitude que tem. Com raras exceções, a escola é um ambiente repressor, que criminaliza qualquer jovem que pense diferente do que do que a educação formal prega ou do que o Estado impõe. Esse, que deveria ser o espaço de formação da subjetividade, e onde deveria se aprender a conviver com o coletivo, a lidar com a diferença, nada mais é que uma fábrica de conhecimento, com verdades absolutas e sem espaço para questionamentos. Todos que questionam e que se recusam a ser só mais um a passar por aquela fábrica, se tornam “criminosos”.

Pudemos acompanhar no ano passado o caso da EE Antonio Manuel Alves de Lim, onde um grupo de estudantes se organizou e foi contra a construção de um muro pela direção de escola, que na visão deles atingia negativamente o ambiente escolar (Saiba mais). Devido a isso eles foram perseguidos pela direção, que ao invés de dialogar, optou por ignorar a reivindicação e tentou “resolver” o problema diretamente com os pais deles, dando aos estudantes nenhuma voz no que diz respeito às decisões na escola. Eles também foram fortemente criticados por parte dos professores, e sofreram até ameaças. A situação ficou crítica ao ponto da direção em determinado momento chamar a polícia para impedir qualquer tipo de manifestação, o que culminou em uma agressão física de uma policial contra uma estudante.

Este caso do Antonio Manoel não é a exceção, é a regra, é o que acontece em grande parte das escolas. Qualquer tipo de organização estudantil que tenha uma motivação política, que defenda realmente os interesses dos estudantes, e que faça isso com autonomia, é criminalizada pelas direções escolares, e em alguns casos até pelos professores.

Vemos também que a escola cumpre outro papel. Além de criminalizar, ela também ensina os jovens a criminalizar. A educação formal cria uma mentalidade limitada e discriminatoria, com regras estabelecidas pelo mercado e pela religião. Tudo que foge desse senso comum é tratado como algo criminoso, fora da lei. Esse talvez seja o ponto mais problemático do papel da escola na política de criminalização, pois após os jovens aprenderem isso na escola, elas levam para suas vidas. Com isso, a escola contribui para a criação de uma cultura homogênea, sem espaço para as diferenças, sem espaço para o debate.

Nas últimas semanas vimos um caso prático, quando uma pesquisa mostrou que parte da população brasileira acreditava que as responsáveis pelos estupros são as mulheres que não sabem se comportar (Saiba mais). Por trás disso está uma compreensão machista de sociedade, onde o comportamento das mulheres é pré-determinado, e as que não aceitam essas regras de comportamento devem ser punidas, ou seja, estupradas. Esse é um dos casos que pode demonstrar como a ação de criminalizar faz parte da sociedade, e para nós não há dúvida que essa prática começa na escola.

Então em meio a esse contexto, qual o papel do educador, este que acredita que outra educação é possível, uma educação libertadora e crítica? Um educador que não corrobora com o que relatamos, e que busca fazer diferente, busca quebrar essa lógica.

Acreditamos que ele deve assumir uma clara posição. Esse educador deve se demonstrar contrário à criminalização e contrário às regras estabelecidas e inquestionáveis. Ele deve usar seu espaço de ensino para passar outras ideias, ideias que estão fora do currículo escolar. Ele deve ser uma referência que nem a escola e nem estado são para os jovens, uma referência que é contra o racismo, o machismo, a homofobia, e todo tipo de opressão.

Esse educador deve assumir seu compromisso com seus educandos. Deve incentivar a organização dos estudantes, e defender sua autonomia. Deve dizer que eles não podem ser trabalhadores que somente obedecem e aceitam tudo, como querem o estado e as empresas, e que devem sim defender seus interesses. Deve demonstrar aos jovens que eles tem que ser protagonistas de sua história, e que devem ir a luta, pois somente assim se conquista mudanças.

Quem é responsável pela educação

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Educação é a cultura sob limitação. A cultura é livre.”

Leon Tolstoi

Temos notado que a educação e cultura têm sido muitas vezes colocadas como opositoras. A educação é vista como chata, estadista, moralista, e estruturante das relações capitalistas, e a cultura é a pratica da liberdade. Mas na verdade ambas são partes de uma ação humana milenar, a de ensinar e aprender utilizando a práxis e sendo audaciosa.

Muitas vezes podemos optar somente em reproduzir o que nos foi colocado como verdade nos livros, cartilhas, jornais, revistas e televisão. Mas está em nossos sentidos a reflexão, a critica, sermos curiosos, ter um questionamento exigente e profundo e não acreditar nas ditas “verdades”. Para isso, basta que sejamos encorajados.

Essa ação é fundamental para o ato cognocente, ou seja, para se ter autonomia no processo de aprendizagem. E isso sem dúvida é fundamental na perspectiva de uma educação libertadora.

O PAPEL DA ESCOLA PÚBLICA

A escola pública durante séculos vem cumprindo o papel de desencorajar os jovens pobres, moradores da periferia, de serem questionadores e intelectualizados, e oferece uma educação totalmente tecnicista, valorizando excessivamente os recursos tecnológicos e o mercado de trabalho.

É assim que a educação formal, oferecida nas escolas públicas, forma milhões de jovens para o mercado de trabalho, para a cultura do consumo, disciplinando os corpos para o trabalho e perpetuando as relações estabelecidas pelo capital.

Essas ações estão respaldadas pela idéia de que os jovens se envolvem mais com a criminalidade, e que somente o trabalho pode mudar esse sentido. Muitas vezes também usamos a pobreza familiar como justificativa dessa formação para o mercado. Mas sabemos que o tipo de trabalho que esses jovens conseguem não melhora de fato sua situação, pelo contrario perpetua as relações de classe que são amaciadas pelo dinheiro.

O panorama da escola é assustador: salas de aulas noturnas para jovens trabalhadores, 60 minutos de aula para cada área do conhecimento, intervalos de 15 minutos, suspensões, livros de infração, grades, violência, obrigações, hierarquia, polícia, caderno, lápis, lousa, giz, carteiras… Há séculos a estrutura da escola pública é a mesma…

Seguindo essa premissa, a educação formal se opõe e resisti ao desejo de aprendizado dos seus estudantes, pois os jovens querem conviver, conhecer, experimentar.

Quando os quereres são conflitantes o ambiente se torna hostil, e os professores são colocados como mediadores dos conflitos entre a educação informal, que dialoga com as vontades e a realidade dos jovens, e a educação imposta pelo Estado.

Infelizmente é nesse ambiente onde o conhecimento se aloja na sociedade hoje. Nesse sentido, o enfraquecimento da escola é o enfraquecimento do saber, pois no imaginário coletivo elas são uma coisa só. Mesmo quando apontamos diversos outros atores que praticam também a educação de outras formas, não estar na escola é estar desajustado, e nesse sentido podemos apontar o sistema educacional como um todo, escola, faculdade etc. Não conseguimos ainda fortalecer a ideia de que o conhecimento e a transmissão dele se dá de diversas formas e em diversos lugares. E não conseguimos justamente pela amplitude que isso pode ter, pois não há como compreender isso, sem compreender também que é necessário outro projeto de educação para a sociedade.

EDUCAÇÃO PARA ALÉM DA ESCOLA E DA FORMALIDADE

Para subverter é necessário que os educadores se comprometam com a vontade dos estudantes, que sem dúvida é de aprender para além do currículo escolar. E esse é o grande desafio, pois desta forma se coloca a vontade do povo na frente das regras do Estado.

Infelizmente essa questão tem tomado o caminho que já conhecemos, no qual a grande maioria dos professores e outros profissionais da educação consideram que os jovens tem a tendência à não ter comprometimento com a educação, ou até mesmo de que não quererem aprender, o que leva à educação a mediocridade. O que na verdade isso esconde é a crise estrutural existente na educação, que atinge em cheio os alunos que se recusam a ter seu futuro determinado pela educação do Estado, ou seja, estudantes que discordam que a única educação necessária para a vida é a voltada para o mercado e para a imagem.

O conhecimento é uma ferramenta de poder histórica que organiza a vida em geral, e que tem um grande potencial na luta anti-capitalista como um todo. Com isso, não podemos nos acomodar na luta pela melhoria da educação formal, que funciona em pró do Estado capitalista, e só acomoda a situação política atual. Um educação que não combate o racismo, o fascismo, o machismo, e na verdade oculta todas essas problemáticas. Também não podemos acreditar na educação informal estabelecida por Ongs, Fundações e outras instituições, que são financiadas em grande parte pelos próprios capitalistas. Precisamos fortalecer a educação não formal estabelecida nas ruas, nos coletivos, nas manifestações e nas lutas, uma educação que pode ser como a cultura, que é viva e se transforma cotidianamente.

Do que estamos falando? Que é necessária a ampliação do debate sobre as necessidades da classe trabalhadora, a autonomia e emancipação do povo, desnaturalizando o capitalismo como organização política, que é quem organiza a educação da atualidade.

Vídeo “Escolarizando o Mundo”

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O vídeo “Escolarizando o Mundo” é um ótimo material para entender como a educação pode estar a serviço tanto da libertação quanto da dominação, e que a luta por uma educação libertadora é fundamentalmente uma luta contra o capitalismo.

Um dos principais temas tratados é sobre como a educação que é ofertada nas escolas como todo, públicas ou privadas, serve como forma de doutrinação para criar consensos na sociedade, que são frutos da ideologia capitalista. O objetivo com isso é criar trabalhadores obedientes, que vão seguir as normas impostas pelos seus patrões e pela burguesia como um todo sem fazer questionamentos.

Outro importante tema tratado é sobre a padronização cultural. A educação também está a favor do imperialismo, pois ela é uma ferramenta de difusão da cultura e do estilo de vida ocidental para outras regiões e para os povos originários, que apesar de serem ocidentais tem culturas e costumes diferentes do restante da sociedade, como os povos indigenas.

Enfim, para quem quiser se aprofundar nos temas, recomendamos que veja o vídeo.

Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6t_HN95-Urs